Cartografia Temática - Pirenópolis

      Olá, segue uma pesquisa realizada pelo grupo responsável por esse blog sobre a cidade de Pirenópolis, sua história, meio ambiente, fauna, flora e diversos mapas.
       Somos orientados pela maravilhosa professora Annyella K. Nogueira, professora do IFG de Goiânia.

Annyella K. Nogueira / Professora e amiga de todas as horas.

Para visualizar melhor os mapas basta clicar nas imagens.


PIRENÓPOLIS

CRIAÇÃO
      
Pirenópolis foi fundada em 07 de outubro de 1727 por portugueses, que vieram para o garimpo de ouro, com o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte e, mais tarde, Cidade de Meia Ponte. Nativos que habitavam a região eram: Índios da nação Caiapó, caçadores, nômades e coletores.

Os portugueses, em sua maioria oriunda do norte de Portugal, região do Porto, e Galícia, logo trataram de construir casas e igrejas formando um arraial.


Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.

      A Igreja Matriz foi construída por volta de 1728 a 1731 e é considerada hoje a mais antiga igreja de Goiás.





      O tipo de garimpo aqui empreendido era o de aluvião, que consistia em revirar e lavar o cascalho das margens do rio (Rio das Almas) até poder apurá-lo com a batéia.

      Durante o apogeu do Ouro em 1750, com uma maior produção aurífera e crescimento urbano, foram construídas mais quatro igrejas:
·         Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: Igreja da população negra construída em 1747, era considerada a mais ornada (7 altares belissimamente cinzelados) - extinta.
·         Igreja Nossa Senhora do Carmo: Igreja particular construída por Antônio Rodrigues Frota em 1750.
·         Igreja do Nosso Senhor do Bonfim: Igreja particular construída por Antônio José de Campos em 1754.
·         Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa: Igreja da população mestiça construída em 1760 - extinta.
·         Casa da Câmara e Cadeia: Construída em 1733, demolida em 1919.

O Garimpo teve o auge em 1750 e sofreu a decadência em 1800.

Após exaurir as minas voltaram-se, os meiapontenses, para a agricultura, pecuária e comércio tropeiro. O principal produto agrícola foi o algodão, produto de exportação que ia direto para Inglaterra e era considerado como uma das melhores fibras do mundo. Havia também a produção de cana para açúcar para o comércio regional.
Figurava nesta época como comandante da cidade e região o Comendador Joaquim Alves de Oliveira, construtor da Fazenda Babilônia, a maior empresa agrícola do Centro-Oeste e um dos maiores engenhos de cana do Brasil. Meia Ponte se manteve como grande produtor agrícola e centro mercantil de Goiás, todas as picadas de Goiás passavam em Meia Ponte, até cerca de 1880, quando os principais comerciantes resolveram mudar-se para o Povoado de Santana das Antas, futura Anápolis, por sua localização menos acidentada. Daí em diante, sofreu grande decadência econômica, vindo a mudar seu nome, em 1890, para Pirenópolis, a cidade dos Pireneus, serra cujo nome lembrava por alguns os Montes Pireneus da Europa, divisa de Espanha com França.

Com a mudança das rotas comerciais para Anápolis, a cidade se vê economicamente isolada, muda de nome e busca ser um centro urbano cultural, local de reuniões, festas e espetáculos.

Teatro Pirenópolis.


      Em 1899 dá-se a construção do Teatro de Pirenópolis e em 1919 foi construída a Casa da Câmara e a Cadeia próxima da ponte na beira rio, em 1924 a luz elétrica chega através de um pequeno gerador para iluminar o teatro.







      Apesar da inatividade econômica, Pirenópolis manteve as tradições, as atividades culturais e as festas populares que a destacava das outras cidades desde os tempos da fundação. Foi em Meia Ponte que surgiu a primeira biblioteca pública; o primeiro professor público de boas letras, para ensinar a população a ler; o primeiro jornal do Centro-Oeste e o primeiro do Brasil a ser editado fora de uma capital, o A Matutina Meiapontense, que servia de correio oficial para a Província de Goiás e de mato Grosso; o primeiro cinema, o Cine-Pireneus; e três teatros na virada do século XIX para o XX. Com tudo isso, ganhou a fama de Berço da Cultura Goiana

Festa do Divino.
    
     
      Durante os primórdios e meados do século XX, Pirenópolis só era lembrada por ocasião das festas, que sempre tiveram bastante destaque, como a Festa do Divino, festejada desde 1819.





            A construção de Goiânia (1930-1934) propiciou um ligeiro aquecimento na economia local com a exploração do quartzito-micáceo (Pedra de Pirenópolis).

Em 1933 ocorre o início do transporte automotivo na cidade, as cargas deixam de ser transportadas no lombo de burros e passa a ser por caminhões.

Com a construção da Usina Velha em 1937, passa a gerar energia elétrica para toda a cidade.

Ponte sobre o Rio das Almas
Ponte antiga, toda de madeira.



      Em 1946 foi inaugurada a nova “Ponte sobre o Rio das Almas" de alicerces de pedras. A antiga, toda de madeira, ruiu em 1941.





      Com a chegada de Brasília, a atividade mineradora do quartzito se intensificou, melhoraram-se os acessos e começaram a chegar visitantes de outras localidades, como compradores de pedras para a construção de Brasília, políticos e viajantes hippies.
Em 1968 a televisão chega à cidade.
Em 1980 foi inaugurada a primeira ligação por asfalto, a GO-431 ou BR-153. Nesta década chegaram à Pirenópolis os "hippies", mudarem-se na intenção de construir comunidades alternativas e ensinaram para os jovens do local o labor do artesanato de jóias de prata. Aqui se produzia, mas aqui não se vendia. Para a venda destes produtos era preciso viajar e, deste modo, divulgar a pequena cidade do interior de Goiás. Alguns ilustres políticos de Brasília, como o Embaixador Sérgio Amaral, compraram casa e mudaram. Neste momento Pirenópolis estava praticamente em ruínas, as igrejas descascadas, com goteiras e cupins, assim como as casas. Foi iniciado, então, um movimento de valorização do patrimônio histórico, já que a cidade havia guardado bens do período colonial.


Cachoeira Santa Maria.

      A partir de 1990 Pirenópolis passa a fazer parte integrante do roteiro turístico de Goiás, atraindo milhares de visitantes. O turismo passa a ser uma das principais fontes de renda da população urbana. Nesta década surgiu praticamente toda a infra-estrutura e os principais atrativos turísticos.




Pousada dos Pireneus.


      Em 1991 foi inaugurada a Pousada dos Pireneus, o maior empreendimento turístico de Pirenópolis.








            Em 1989, a cidade foi tombada pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como conjunto paisagístico e em 1997 iniciou-se um projeto de revitalização do Centro Histórico, quando a Igreja Matriz, o Cine-Pireneus, o Teatro de Pirenópolis e outros monumentos foram restaurados, reformados e reconstruídos criteriosamente.
Em 2000 a Ponte do Rio das Almas é totalmente reformada e em 2002 a fiação elétrica do Centro Histórico passa a ser subterrânea. 

Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário
em chamas.

       O Incêndio
     Em 5 de setembro de 2002 a igreja sofreu um incêndio que consumiu o telhado e toda a parte interna do monumento. No mesmo ano iniciaram-se as obras de salvamento emergencial do edifício. O início das obras de restauração aconteceu em 2003 e, em 2004, foi aberta a exposição Canteiro Aberto.

  

 


            A reconstrução da Igreja Matriz iniciou em 2003, sendo reinaugurada em 30 de março de 2006.


Indicadores sociais e econômicos

Mapa do Estado de Goiás destacando o município de Pirenópolis.



Contagem da População em 2007
Total: 20.460 habitantes - Fonte: IBGE

Mapa populacional do Entorno de Brasília, destacando o Município de Pirenópolis.

Economia

Mineração
Extração de Quartzito Micáceo (pedra para pisos e revestimentos)
Agropecuária
Gado para Corte
Produção Leiteira
Fruticultura (abacaxi, maracujá, limão, tomate etc.)
Agricultura (arroz, cana de açúcar, milho, seringueira etc.)
Eqüino e suinocultura



Solo


Geologia


Recursos Minerais




Água e esgoto
2 captações de água (por gravidade). Não há rede de esgoto. Em maior parte da cidade há fossas residenciais.



      Pirenópolis é cortada pelos seguintes rios:

Rio das Almas
Rio Corumbá
Rio Dois Irmãos
Rio dos Patos
Rio Padre Souza
Rio das Pedras
Rio do Peixe



Infra estrutura

Educação
20 escolas de ensino pré-escolar *
33 escolas de ensino fundamental *
3 escolas de ensino médio *
1 escola de ensino superior - UEG
1 escola privada (básico)
2 cursos de línguas
1 curso de informática

Rede financeira
1 agência do Banco do Brasil
1 agência do Banco Bradesco
1 agência do Banco Itaú
1 Casa Lotérica (Caixa Econômica)

Segurança
1 delegacia da Polícia Civil
1 delegacia da Polícia Militar
1 destacamento do Corpo de Bombeiros

Saúde
1 Hospital Público
1 Hospital Particular
6 Farmácias

Comunicação
Telefonia fixa e móvel
Correios e telégrafos
Internet: acesso discado, banda-larga (ADSL) e via rádio
1 Rádio local comunitária

Acessos
3 acessos intermunicipais asfaltados
2 acessos intermunicipais sem pavimentação
1 aeroporto asfaltado com pista de 1500 metros

Fontes

Comércio
Comércio local de bens e serviços.

Turismo
Ecológico
Histórico
Esportivo
De Eventos
Cultural
Pedagógico

Indústria
Alimentícias
Vestuários
Moveleiras
Tecelagens
Confecções

Artes e artesanatos
 Diversos

Altimetria

Malha Viárea


 Pirenópolis é cortada pelas seguites rodovias:

BR-070
BR-414
BR-153
GO-431
GO-338
GO-225

Fauna

Legislação


 Fontes

       Lista dos sites utilizados para as pesquisas e criação dos mapas: